Quarta-feira, 24 de Novembro de 2010

 

“via o meu país como uma dessas baleias que vêm agonizar na praia. A morte nem sucedera e já as facas lhe roubavam pedaços, cada um tentando o mais para si. Como se aquele fosse o último animal, a derradeira oportunidade de ganhar uma porção.”

 

Mia Couto in Terra Sonâmbula


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publicado por Dreamfinder às 17:36
Quarta-feira, 19 de Maio de 2010

 

“A guerra é uma cobra que usa os nossos próprios dentes para nos morder. Seu veneno circulava agora em todos os rios da nossa alma. De dia já não saímos, de noite não sonhávamos. O sonho é o olho da vida. Nós estávamos cegos.”

 

Mia Couto in Terra Sonâmbula


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publicado por Dreamfinder às 10:05
Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010

 

“…nasci num tempo em que o tempo não acontece.”
 
Mia Couto in Terra Sonâmbula

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publicado por Dreamfinder às 09:00
Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009

 

“Minha alma era um rio parado, nenhum vento me enluava a vela dos meus sonhos.”
 
Mia Couto in Terra Sonâmbula

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publicado por Dreamfinder às 17:01
Quarta-feira, 01 de Abril de 2009
 
 
 
 
“- Não gosto de pretos, Kindzu.
- Como? Então gosta de quem? Dos brancos?
- Também não.
- Já sei: gosta de indianos, gosta da sua raça.
- Não. Eu gosto de homens que não têm raça.”
 
Mia Couto in Terra Sonâmbula

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publicado por Dreamfinder às 10:16
Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009
 
“A felicidade só cabe no vazio da mão fechada. A felicidade é uma coisa que os poderosos criaram para ilusão dos mais pobres.”
 
Mia Couto in Terra Sonâmbula

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publicado por Dreamfinder às 10:32
Domingo, 01 de Fevereiro de 2009

Para esta semana, uma sugestão de um escritor moçambicano:

 

Terra Sonâmbula

Mia Couto

(Caminho)

 

 

Um livro que nos leva a percorrer os caminhos de destruição que a guerra deixa atrás de si. Famílias separadas, almas abandonadas e perdidas, sofrimento e morte. Este é o cenário pintado pelo autor, com tons que tanto expressam a dura realidade, como a enriquecem com um fundo místico e mágico. O impossível torna-se realidade no livro de Mia Couto. Um homem que construiu um rio. Uma mulher que ficou grávida para sempre. Um pai que virou fantasma.

O jovem Muidinga e o ancião Tuahir percorrem a mesma destruição que somos levados a conhecer. Uma estrada morta pela guerra dos homens. No meio do nada, procuram um sentido para a sua própria existência. Ou sobrevivência. Num abandonado autocarro, Muidinga vai descobrir um diário de um outro jovem, Kindzu. Noite após noite, as histórias mágicas e aventureiras de Kindzu vão encher o vazio daqueles dois e levá-los a sonhar.

Um retrato literário genial da guerra civil moçambicana. E, algures entre as suas linhas, um rasto de esperança. A certeza de que a guerra não faz sentido e terá invariavelmente de acabar... uma e outra vez. Até o homem aprender finalmente a praticar a paz e viver nela.

O final, esse, é arrebatador e deixa-nos, também a nós, espaço para sonhar.

 

“Naquele lugar, a guerra tinha morto a estrada. Pelos caminhos só as hienas se arrastavam, focinhando entre cinzas e poeiras. A paisagem se mestiçara de tristezas nunca vistas, em cores que se pegavam à boca. Eram cores sujas, tão sujas que tinham perdido toda a leveza, esquecidas da ousadia de levantar asas pelo azul. Aqui, o céu se tornara impossível. E os viventes se acostumaram ao chão, em resignada aprendizagem da morte.”


publicado por Dreamfinder às 15:36
Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

 

 

 

“O velho segredou o seguinte conselho: quando morresse, para encontrar o caminho do Céu, o miúdo devia escolher só os carreirinhos. Os grandes caminhos nunca lhe levariam lá. Procurasse, sim, os caminhinhos, trilhozitos entre as nuvens, feitos por pé de pouca gente. "
 
Mia Couto in Terra Sonâmbula

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publicado por Dreamfinder às 21:48
“Um leitor é sempre um estudante do mundo.” Deborah Smith
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